30. Vícios

Os vícios ainda são muito fortes dentro de nós, quase sempre eles falam mais alto. Sabemos das conseqüências, mas eles têm o domínio sobre nós. Aqueles que se perdem no vício são verdadeiros escravos necessitados de liberdade.

Todos condenam o viciado, mas não sabem que o mais castigado de todos é o próprio viciado, não é fácil carregar um vício. Ele provoca degeneração do corpo físico, o corpo vital fica opaco sem brilho, se comporta como um louco desenfreado. Os vícios acabam por sufocar as idéias e sentimentos nobres, se tornam escravos aos quais acabam por se ligar com cadeias de ferro. O vicio é como mala de chumbo sem alça, difícil de carregar.

A prostituta bebe cálice de fel, mantendo contato com aqueles que não sabem amar e dizem que leva a vida fácil.

Uns dizem “Bebo porque tenho problemas.”, mas na verdade tem problemas porque bebe. Outros dizem: “Largar do cigarro é fácil, já larguei mais de 100 vezes.” Todos são levados por um impulso mórbido irresistível. O prazer dura pouco e as conseqüências muito. Todo psicotrópico paralisa certas partes do corpo. Resultado dos vícios, principalmente bebida alcoólica, um desencarne terrível e uma reencarnação cheia de problemas.

Esses são os vícios mais comuns, mas existem outros tão graves ou mais, são os vícios psicológicos da alma. A ira provoca descarga de adrenalina nas correntes sanguíneas e, assim vicia o organismo que não fica sem se irar. A impaciência é vicio grave.

Quem vende drogas poderá receber como filhos, em próximas encarnações, aqueles que ele incitou ao vicio, com a missão de recuperar neles a tendência viciosa.

Todos reclamam: “Está uma crise, uma carestia, está tudo pela hora da morte. Se a gente não se cuida, vamos acabar morrendo de fome.” Na maior crise da face da Terra se colocarmos uma balança iremos ver muitos que se dizem esfomeados estão acima do peso, isso significa que estão comendo mais do que deviam e trabalhando menos que podiam.

Somos senhores daquilo que não dizemos e escravos daquilo que falamos. Portanto, seja dono de sua boca para não ser escravo de suas palavras.

A pior ressaca não é o efeito da bebida, mas o resultado do acumulo de emoções negativas de ontem e as vezes de hoje mesmo.

Tudo que não se alimenta morre. Uma planta, um animal, assim também nossos vícios, sexo, roubo, inveja, mentira, orgulho, raiva, crítica. Se não alimentá-los por meio de atos, pensamentos e sentimentos, eles irão se enfraquecendo até morrer. Por essa razão quando começamos um combate sem tréguas contra eles, estes se rebelam trazendo-nos desconforto de toda natureza, impondo obstáculos em busca de caminhos para nossa libertação, provocam rebelião, gritam dentro de nós, pois sabem que irão se enfraquecer até morrer.

E, assim como derrubar uma parede de concreto batendo com uma ferramenta, vamos tirando pequenos pedaços e ela acaba caindo, seguindo sempre por etapas não existe formula mágica, nem tão pouco milagre. É um trabalho gradativo e contínuo assim como não adianta podar uma árvore que ela irá crescer novamente, é melhor não dar alimento a arvore dos nossos defeitos para que ela perca a vitalidade e morra. Devemos sim alimentar o saber com novos conhecimentos.

Ninguém é tentado nas virtudes, mas nas fraquezas, assim temos que trabalhar duro em cima dos vícios da infidelidade, mentira, traição.

Quem é portador dos vícios age de acordo com a vontade deles, jovem que casa com rapaz que bebe sabe de antemão que ele irá trocá-la e aos filhos por uma simples garrafa de cerveja.

Um vicio se adquire em um minuto, e anos e até várias encarnações para sair. Nossos vícios e imperfeições não se atiram pela janela do alto de um prédio, mas desce degrau a degrau pela escada. Só se vence uma guerra vencendo batalha por batalha.

Teremos que conquistar um real domínio sobre nós mesmos, à medida que mudamos haverá mudança de motivação. O único remédio seguro contra tentações é o mergulho do pensamento e das ações mãos no trabalho que nos dignifique a vida.

Resultado das más ações é dor e sofrimento, das boas ações: alegrias, felicidade e boa sorte.

Diante de Deus ninguém está perdido. Permanecemos sob seu olhar complacente.

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