Em comentário sobre uma determinada pessoa não ressaltamos suas qualidades positivas, mas o que ela tem de negativa, cada um tem seu ponto fraco, dinheiro, viagens, música, sexo, jogos, compras, comida, leitura, trabalho, etc.
Grandes trabalhadores sucumbem a sua vaidade, deixando cair em falência seus compromissos. O compromisso perdido é como uma árvore arrancada, nunca volta. Empobreçamo-nos de exclusivismo e enriqueçamo-nos de fraternidade. Empobreçamo-nos de repouso indevido, enriqueçamo-nos de serviço edificante.
Em todas as circunstâncias da vida é preciso procurar conviver com os problemas e dificuldades para vencê-las e convertê-las em virtudes. Quem não se submete a isso deve seguir orando com os demais “Não nos deixei cair em tentação”, e continuar sendo escravo das tentações.
Defeitos grandes todos percebem, o perigo são os pequenos. Ninguém tromba em uma montanha de pedra porque vê de longe, mas tropeçamos e escorregamos nas pedras pequenas. Os defeitos pequenos alimentam os grandes, como nas árvores, as raízes pequenas é que alimentam a árvore, as grandes só servem para sustentação.
Quando nosso lado ruim se manifesta ele rouba toda a energia física, mental, vital, astral, espiritual, sexual, levando-nos a inércia total. Mas parece que gostamos dos vícios, sentimos dor ao eliminá-los. Ninguém é tentado nas virtudes, mas sim nas fraquezas.
Só o tempo pode revelar um homem de bem, o perverso pode ser conhecido em apenas um dia. Ciúme é uma marca de insegurança e sentimento de posse. Quem é portador dessa fraqueza sofre e faz os outros sofrerem.
Para o individuo que está acostumado com a limpeza, a sujeira é um castigo. Os que não gostam e estão sujos se incomodam. Nossos erros e vícios são como a sujeira. Para estar limpo é necessário querer limpar-se. A luta para limparmo-nos muitas vezes nos traz sofrimentos. É como o alcoólatra que gosta de beber, mas não gosta da ressaca.
Muitos procuram a casa espírita e querem através dos passes eliminar o mal-estar da ressaca dos seus próprios erros.
Os espíritos maus não podem fazer o mal, apenas fermentam o mal que existe dentro de nós mesmos.
Nossos defeitos coordenam nossas ações. Por alguns momentos gostamos deles, estamos acostumados com eles. Quem é portador dos defeitos age com a vontade deles, a paixão, por exemplo, corroi a alma. O prazer é como a água do mar, quanto mais se bebe,mais se tem sede.
Nosso cérebro é como terra fértil, não escolhe semente, tudo que se planta dá. Se não plantar nada, nasce praga. É mais fácil ganhar uma virtude do que perder um vício. Assim, vamos conquistar muitas virtudes e sufocar os vícios.
O mesmo acontece com um terreno baldio cheio de entulhos, cacos de vidros, muitas pragas e ervas daninhas. Façamos uma bela casa sobre ele, as sementes das pragas e os entulhos continuarão lá, mas não poderão mais se manifestar, somente a beleza e o visual do imóvel se destacará.
Ninguém entraria em qualquer processo culposo se soubesse as conseqüências e quanto lhe custaria a recuperação. Na união sexual, unem-se os carmas, ou seja, um absorve do outro tudo que tem de bom ou de ruim. Se o contato for com alguém comprometido com o mal, também absorverá o mal que ela carrega. Não dá para fugir das conseqüências como não dá para fugir da própria sombra. A vida é patrimônio de todos, mas a direção pertence a cada um. Só os ignorantes impõe suas idéias, os sábios apenas sugerem ou propõe.
A ignorância é a maior doença do homem e ainda é contagiosa, o ignorante passa informações incorretas e ela vai se expandindo.
A mentira é uma cópia perfeita da verdade, se não existisse a verdade não existiria a mentira, não existiria a fraude caso não existisse o autêntico. Ninguém será feliz se não romper as barreiras dos vícios e imperfeições e conquistar virtudes. Uns dizem: “Bebo porque tenho problemas.”, outros dizem “Tenho problemas porque bebo.” O alcoolismo e o tabagismo do outro não podemos tirar, mas podemos nos educar para entender porque ele bebe e fuma.
Cuidado ao contar um problema seu a alguém, o ouvinte poderá contar o dele que poderá ser pior que o seu e você ficará com o seu problema mais o dele.
Devemos fazer todos os dias uma avaliação: quais as qualidades alcançadas, quais os defeitos que carrego e que tenho ainda que trabalhar? A doutrina espírita é camisa de força para segurar nossos impulsos.
E para finalizar, versos que não lembro onde ouvi:
“Hoje senti raiva, depois senti raiva de ter sentido, magoei, culpei, mas quem sou eu para exigir, pois meus defeitos são tão perfeitos que até minhas virtudes são defeituosas.”