22. Obsessão

É comum quando se trata de obsessão ou perturbação espiritual associa-se de imediato a um desencarnado obsediando um encarnado, este é um processo obsessivo? É, é o pior? Não, existe também a obsessão dos encarnados aos desencarnados. O familiar morre e os que ficam lamentam, reclamando, achando que Deus não é justo, pois há tantos doentes acamados, tantos bandidos e não morrem. Foi morrer logo um pai de família jovem e sadio.

Os vivos dão um trabalhão para os mortos. Temos relatos disto. Conta-nos que um espírito estava tão assediado por um encarnado que não o deixava dormir, pois quando o encarnado dormia, deixava o corpo físico e ia atormentar o desencarnado. Por essa razão, o desencarnado não deixava o encarnado dormir, assim, mantendo o encarnado acordado ele tinha sossego.

Este é o pior processo? Não. Existe também o processo obsessivo do desencarnado para o desencarnado quando estes eram inimigos ou rivais aqui na Terra e ao desencarnarem, as coisas não são diferentes no mundo espiritual, continua a perseguição. Este é o pior? Não.

Um dos piores processos obsessivos, mas também não é o pior, é o do encarnado para com o encarnado. Um atormentando o outro, desejando mal, cultivando ódio gratuito, casais se agredindo, pais e filhos em atrito permanente, vizinhos em conflito, companheiros de trabalho um perseguindo o outro, etc.

O pior processo obsessivo é a auto-obsessão na qual a pessoa cultua pensamentos dos mais tenebrosos. Alguns não entendem como a vida funciona e procuram desesperadamente uma explicação para tudo e esquecem de entender a si mesmos.

Precisamos aprender a lidar com as forças invasivas, tanto as interiores quanto as exteriores.

Alguns sofrem obsessão por bebida alcoólica, futebol, jogos, carne, compras, juntar objetos antigos, colecionadores compulsivos: sexo, dinheiro, drogas, etc.

Um médico colocou em seu consultório uma flor de plástico ao receber um paciente asmático alérgico a flores e o paciente começou a se sentir mal ao ver a flor. Quando alguma coisa manda em nós é porque deixamos de mandar em nós há muito tempo.

Há pessoas especializadas em desanimar os outros, não deixe se envolver com obsessões dos outros, nunca deixe a porta aberta. O serviço do bem é a muralha defensiva contra as tentações.

Os espíritos inferiores, que insistem na maldade, exploram as deficiências morais da vítima, mas ele se apresenta como o ser mais bem educado da Terra, pede licença para interferir, só interfere se a pessoa abrir espaço. Só entra na casa mental se a porta estiver aberta. Um dique com milhões de litros d’água pode se romper a partir de um pequeno furo feito por uma formiga.

Enquanto não vencermos nossas imperfeições somos presas fáceis dos espíritos inferiores. Vivemos perdidos dentro de nós mesmos. O obsessor grava a idéia e injeta no cérebro da vítima e elas pulsam. Ninguém é obsessivo porque quer.

Os obsessores não são inimigos do passado, mas amigos. São espíritos desencarnados na mesma faixa vibratória que nós.

Ninguém consegue afastar o obsessor. Só se consegue negociar com cautela, afastando-o na base do amor e não o expulsando.

A fascinação leva a fatos patológicos, pois as pessoas se rendem a idéias sugeridas pelos espíritos.

O espírito pode mistificar as palavras, mas não os fluidos que deixa no médium. Necessário é iluminar todos os cantos de nossa casa mental.

Quando o perispírito não tiver mais resíduos do ódio e desejo de vingança, os espíritos inferiores não encontrarão janela para atuarem.

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