11. Justiça Divina

Não existe injustiça na face da Terra, tudo está subordinado à Lei Divina. Deus não castiga ninguém, Ele tem suas leis. Nós estamos descobrindo essas leis que nunca falham, nós é que não as compreendemos na maioria das vezes. Não existem prêmios ou castigos, existem conseqüências. Pecamos contra nós e não contra Deus. Os homens aplicam leis humanas, Deus aplica a Lei Divina.

Existem crenças que pregam que nós nascemos com o pecado original, ou seja, o pecado de Adão e Eva. Mas, se assim fosse, Deus teria errado duas vezes. Primeiro por condenar a humanidade pelo pecado de Adão e Eva, segundo por perdoar essa mesma humanidade em razão de um crime, a morte de Jesus. Mas, a razão nos indica que as coisas não são assim. Deus age com imparcial justiça, ninguém paga por um crime que não cometeu, nem tampouco é absolvido gratuitamente de suas falhas.

Quando surgirem problemas consulte a consciência, pergunte: “Vida, o que você quer dizer com isso?”. A desobediência às Leis de Deus é como andar na contra mão em uma avenida movimentada, não é possível, infalivelmente iremos nos machucar. Não somos nós que impulsionamos a evolução, mas sim, ela que nos impulsiona.

Temos que preparar o presente para termos um futuro melhor. O passado já se foi, o importante é o agora, não podemos pensar em punir os que cometeram crimes no passado, estaríamos assim perdendo o nosso precioso tempo que é tão curto.

Errar é humano, somos humanos e por isso erramos. Não podemos reincidir no mesmo erro, ninguém pode julgar alguém por um momento, por uma atitude.

Deus não nos criou imperfeitos ele nos criou perfectíveis. O orgulhoso não tem um defeito de caráter, apenas ainda não aprendeu a ser generoso.

O professor dá ao aluno continhas “2×2” até que ele aprenda, depois virão outras e outras. Deus também nos dá as provas de acordo com a nossa necessidade, tudo aquilo em que aprendemos e superamos não precisamos mais sermos testados.

Dizemos que confiamos na Justiça de Deus, mas nos momentos difíceis fraquejamos e até queremos corrompê-lo com pedidos e promessas.

Sempre reclamamos: “Deus não é justo, porque tantos problemas neste mundo?”. Mas nós que somos tão pequenos sabemos o que é melhor aos nossos filhos. Apesar de amá-los e gostarmos deles, quando atingem idade escolar, nós que queremos o melhor para eles os colocamos na escola mesmo sabendo que acabará a liberdade irrestrita e que ficaremos mais tempo longe deles.

O relacionamento do homem com Deus tem muitas nuances e motivações. Digamos que, existem dois tipos de fé.

Na primeira, a mais rudimentar, a ligação se faz através do medo diante dos perigos potencias da vida, tais como, doenças, catástrofes, acidentes, perdas profissionais e econômicas, solidão, morte, etc. Esse tipo de fé leva a pessoa a fazer muitas preces, petitório, dar esmolas e oferecer sacrifícios que possam abrandar as provas.

O outro tipo de relacionamento com Deus, mais evoluído e consciente, busca a compreensão das Leis Superiores que regulam a existência humana. Espontaneamente procura cooperar com a obra da criação, reconhecendo-se frágil e limitado sabendo que é pelos canais superiores do amor que se chega a Deus e não pelo temor paralisante.

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