8. O Passe

Assim como a transfusão de sangue representa uma reposição de forças físicas, o passe magnético é uma transfusão de energias psíquicas.

Quando a criança se machuca a mãe sopra, dá beijinhos e ela se recupera. São energias fluídicas que retiram a dor, assim também é o passe magnético.

O fluido magnético não é como o prego que entra à força na madeira. Se o receptor não estiver preparado, receptivo, é o mesmo que tentar enfiar um alfinete em um bloco de aço.

Cada um recebe de acordo com seu merecimento e receptividade. Como captar água num oceano com um dedal, só colhe de acordo com o espaço disponível.

Como o antibiótico, que são necessários vários dias para fazer efeito, o passe magnético é um tratamento terapêutico, não deve ser interrompido até se restabelecer. Ele é como um remédio que se toma quando está doente.

Existem igrejas e casas espíritas em que os freqüentadores são eternos pedintes. Sempre com a canequinha na mão pedindo favores do céu, estão ali há trinta anos ou mais, sempre com problemas.

Cabe aos dirigentes analisar, buscar a causa. Se uma religião não consegue eliminar a dependência de cura dos males físicos de seus adeptos, alguma coisa está errada.

Passe não muda ninguém, apenas ajuda a recuperar o equilíbrio, a se reerguer. Não adianta tomar banho de água fluida. Se não tomar consciência de seu mundo interior e mudar suas atitudes, não vão se libertar da dependência.

Para aplicação do passe, o que o espírito desencarnado faz o encarnado também pode fazer, só depende das condições físicas e morais de quem aplica o passe, não há diferença na transmissão de energias entre espírito desencarnado e encarnado.

Quem aplica o passe é o mais beneficiado, sendo o transmissor é o primeiro a ser envolvido no campo magnético. A casa espírita é um pronto socorro espiritual, cabendo ao passista ser responsável e pontual como o médico em seu plantão.

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