Temos liberdade para fazer ou não fazer as coisas. Quando obedecemos as leis divinas nada de mal nos acontece, sentimos bem estar físico e mental. Mas, quando ferimos as leis da natureza por meio de nossos atos infelizes, algo de desagradável nos acontece. Não é castigo divino, é a reação das nossas ações, mas serve para que possamos refletir, olhar para trás, ver a causa e não reincidir no mesmo erro.
Todo sofrimento é conseqüência de nossas próprias faltas, não temos o direito de culpar o próximo ou a Deus. Só nós poderemos nos tornar feliz ou infeliz. O passado é importante na medida em que ele constrói o nosso presente e serve de base para projetar o futuro.
Não dá para apagar com uma borracha os trechos vergonhosos de nossa vida e escrevermos uma outra história. Deixa-nos marcas como as cicatrizes, e nos acompanham a vida toda.
Conscientização é um processo e não um passe de mágica. É um processo terapêutico da vida, conscientização se conquista quase sempre com frustrações da vida. O acaso não existe, tudo tem uma razão, nós é que não compreendemos ainda.
Como se sabe, milhares de coisas que tanto bem estar e conforto trazem hoje para a humanidade são fruto de um série enorme de erros e fracassos. A lâmpada, por exemplo, mais de mil tentativas frustradas.
Erramos porque não sabemos fazer diferente. É válido que se erre, todos tentam fazer o melhor. As fases da vida não devem ser encaradas como defeito de caráter, a soma dos erros se chama experiência. Mesmo que façamos tudo errado, ainda assim valeu a experiência. Quem não caminha não tropeça quem não faz, não erra e, quem não erra, não aprende.
Quando alguém nos indica um caminho e não dá certo, culpamos esse alguém. É melhor seguir um caminho errado e descobrir que errou e aprendeu, pois, somente não fugindo dos problemas é que encontramos soluções.
Aquilo que não conhecemos imaginamos ser melhor do que realmente é. Assim, temos que experimentar tanto as coisas boas como as ruins. O sobrenatural não existe. Existe sim a ignorância e a falta de conhecimento. Tudo na vida é normal.
Quando conscientizamo-nos de que erramos, já teremos dado um passo a frente. Até então a ignorância dominava, os próprios erros têm ajudado a acertar mais e errar menos. Eles são nossos professores, só se transforma vivendo experiências. Os homens são apenas espíritos em aprendizado, sujeitos a erros. Se você errou não se culpe, repare o erro, você não é culpado, é responsável.
Quando Deus nos criou contava com nossos erros, ao tropeços são próprios de quem caminha da mesma forma que como pais sabemos as fazes em que o filho poderá cair do berço, da cama, da escada, da bicicleta…
Não importa quantas vezes caímos, o importante é saber levantar, tirar lições e seguir em frente. Somente não fugindo dos problemas é que encontraremos soluções. Nosso planeta é uma pequena oficina de Deus, ninguém está fazendo nada de errado, estamos apenas aprendendo, cada um de acordo com sua capacidade de aprender. Poderíamos aprender por meio do raciocínio, da razão e experiências dos outros, mas, preferimos usar nossos próprios métodos. Existem espécies de animais que aprendem uns com os outros. Se colocarmos um grupo de elefantes dentro de um cercado eletrificado e se apenas um tocar na cerca e levar um choque, ele nunca mais se aproximará da cerca e também todos os demais jamais tocarão nela.
Poderíamos aprender que o fogo queima e a lâmina corta vendo os outros todos os dias queimarem e cortarem os dedos. Cabe a cada um procurar aprender com os erros dos outros, pois não vivemos o bastante para cometermos todos os erros também. Porque cometer erros antigos se há tantos novos a escolher?
Temos que preparar o presente para termos um futuro melhor. A pessoa só tira da vida aquilo que nela coloca, nem mais nem menos. Não podemos deixar a oportunidade de servir para o eterno amanhã.
Encanto-me com a pedagogia de Deus. Ele tem seus próprios métodos para corrigir seus filhos. Corrigir não é castigar. Deus não castiga, educa seus filhos. O que parece castigo são experiências não vivenciadas. Quando surgirem problemas de qualquer natureza, pergunte à vida: “O que você quer dizer com isso?”.
Em toda parte vemos a ação da providencia divina agindo, visando o aprimoramento da alma humana. E, quando o ciclo não é aprendido, ele volta como o aluno que não passa nas provas e terá que recomeçar no mesmo ciclo. Só causam sofrimento aquilo que não sabemos fazer. Ainda estamos descobrindo as Leis de Deus. Pessoa inteligente aprende com seus próprios erros, os sábios aprendem com os erros dos outros.
Quando o homem começa a compreender as leis naturais as coincidências e as casualidades deixam de existir.
A nossa consciência é um alto falante de Deus. Por essa razão, o homem só é infeliz quando se faz de surdo. A própria consciência é o mais profundo e luminoso farol.
Não fazemos mais coisas erradas por falta de oportunidade ou coragem. E, ainda porque as leis e a ética nos impõem limites. Temos que ir nos acertando por aqui, nos mundos mais evoluídos não há espaço para nenhum erro. Para evitar nossas atitudes infelizes e más ações nós precisaríamos não de um espírito protetor desencarnado como todos têm, mas sim de dois protetores encarnados, um de cada lado.
E assim estamos todos evoluindo, ninguém está estacionado. Ao terminar um relacionamento amoroso, por exemplo, as pessoas poderão ter aprendido muito sobre o ser humano. As histórias vividas doem menos que as não vividas.
E, quando aprendemos todas as respostas da vida, Deus muda todas as perguntas. Quando tudo parece perdido, o verdadeiro heroísmo consiste em persistir por mais um momento. A inteligência é o farol que nos guia, mas é a vontade que nos faz caminhar.