52. Instrumento Cego

Sei que muitos poderão não aceitar esta teoria, mas a vida tem me mostrado estas verdades

Quando Deus deseja nos acariciar, abençoar, dar umas palmadas ou um puxão de orelhas, não sai dois braços do meio das nuvens para nos acariciar ou puxar as orelhas. Ele usa as pessoas que nos rodeiam para que se cumpra a Sua vontade. Ele Se manifesta através de nós.

Nos crimes mais bárbaros, o causador geralmente é um instrumento, as vezes foi levado por um impulso que nem ele sabe de onde veio. Mas as “vitimas” não eram inocentes, tinham que passar por aquela prova. Ninguem passa pelo que não é nescessário, não existe bala perdida,elas tem endereço certo. Nada acontece por acaso sem a permissão de Deus, tudo tem uma causa.

Cada um é usado no que possa ser útil na obra divina. Deus permite que homens ainda rudes sejam governadores e líderes de nações. Também temos informações que nas colônias espirituais, onde habitam espíritos rebeldes, também há a liderança por entidades grotescas. É necessário que haja grau de sintonia bem próximo, cada povo tem o governo que merece.

Em muitas ocasiões àquele que aparentemente incomoda é portador de grande auxílio, é o instrumento que Deus se serve para exercitar os dons da paciência, fraternidade e solidariedade.

À medida que não precisamos mais do concurso do vizinho difícil, do companheiro de trabalho complicado, de alguma forma vamos sendo liberados.

Quando somos roubados estamos apenas devolvendo aquilo que por direito não era nosso. Como explicar-se-ia alguém parar com um caminhão diante de uma casa cheia de vizinhos, às 10 horas da manhã, carregar tudo e ninguém ver nada?

Como se explica ladrão entrar em residência com grade, alarme e pittbul e não entrar na casa ao lado sem segurança? É necessário que se perca alguma coisa para nos despertar quanto a vida e ao desprendimento.

O socorro de Deus nem sempre tem a forma de uma flor. Ver Livro dos Espíritos, questões: 570, 584 , 584 , 466 e 577.

Um amigo espírita, convicto participante com mais de 50 anos, morador de um bairro de classe média desde a infância, era comerciante e conhecia todas as pessoas do bairro. Certo domingo estava ele sentado na área frontal de sua casa, por volta das três horas da tarde, as ruas estavam desertas e, de súbito, surgiu um vendedor de bacias de plástico. Um senhor magrinho, com aparência de mais de 60 anos e lhe ofereceu as bacias por um preço bem simbólico. O amigo disse que não queria. O velhinho insistiu para que ele comprasse as bacias. O amigo foi até um pouco rude dizendo que não precisava, não queria e agradeceu ao vendedor. Assim o velhinho bem raquítico deu alguns passos e se foi. Naquele momento alguma coisa lhe tocou a consciência dizendo aos seus ouvidos: “Por que não comprou? Veja, domingo, três horas da tarde e o pobre velhinho trabalhando. Comprasse e estaria ajudando o velhinho e se não servir a você dê a alguém e estará beneficiando duas pessoas.” De súbito ele se levantou, saiu até a calçada, foi até a esquina e não viu mais o velhinho. Seu carro estava estacionado na rua, pegou o carro, vasculhou todas as ruas das imediações e não viu mais o velhinho. Sendo ele conhecedor do bairro sabia ele que aquele homem não morava nas imediações, nem tampouco poderia caminhar tão depressa a ponto de em poucos minutos desaparecer.

Deus simula situações montando quadros diante de nós para ver como vamos nos comportar. Por essa razão, cuidado! Veja como vai se sair diante de cada situação.

Sem perceber, alguns líderes religiosos, ao abordar e combater questões da espiritualidade despertam a curiosidade das pessoas em conhecer a Doutrina Espírita. Qualquer pessoa inteligente que tenha raciocínio lógico sabe que não se combate nada que não seja forte e não impõe perigo.

Muitos poderão questionar: “Se o indivíduo é levado por Deus a cometer tais ações ele não teria culpa?”. Também questiono isto, mas, todos os casos que vivi ou presenciei me mostraram que ninguém sofre intervenções injustamente.

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