56. Dirigentes

Liderar não significa mandar nas pessoas, mas deixar que todos trabalhem. O verdadeiro líder é aquele que não faz falta. No cemitério está cheio de pessoas que se consideravam insubstituíveis e após sua morte nada parou.

Quando o dirigente cresce, todos crescem; quando estaciona, todos estacionam. Unificação significa divisão de tarefas, multiplicação de bênçãos, somatória de esforços.

Muitas vezes a solução de um problema está em uma pessoa mais simples, em cada situação há um líder diferente.

Jesus não saiu em Jerusalém procurando pessoas ilustres, ou governadores para implantar seu evangelho. Ele procurou pessoas simples, a maioria pescadores, para mostrar que liderar não é mandar um sobre os outros. Liderar é chamar para participar, Jesus nos convoca do jeito que somos.

Padres, pastores, dirigentes espíritas já aprenderam um pouco, mas ainda lhes falta muito. Não iremos modificar censurando os que dirigem, mas podemos ajudar orientando, auxiliando, amparando.

Há várias coisas que se desenvolvem sozinhas em uma organização: desordem, atrito, desempenho ruim. Grandes trabalhadores caem em queda de sua vaidade, deixando cair em falência seus compromissos. A oportunidade perdida em uma reencarnação é como uma árvore arrancada, nunca volta. Depois dirá: “Estive diante da luz e não abri os olhos.”

De tempos em tempos aparecem indivíduos que só sabem criticar e atirar pedras. É fácil criticar uma estrutura quando se está fora dela, mas ninguém imagina a carga que carrega nas costas as poucas pessoas que se propõe a dar sua cota de contribuição fazendo parte do corpo administrativo de uma organização.

Aqueles que estão acostumados a criticar que continuem criticando. Quem está acostumado trabalhar, continue trabalhando.

As pessoas aceitam com inteira fé a primeira informação sobre algo que ignoram totalmente. Por essa razão cabe aos dirigentes das casas espíritas analisar tudo que se vai aplicar nas aulas, tanto para as crianças da evangelização quanto aos jovens e adultos. Uma informação que não condiz com a realidade pode tomar proporções irreparáveis.

Podemos matar uma idéia mal apresentada. Temos que apresentar o Espiritismo com muita classe e, ter a cautela de sempre expor e nunca impor, procurar leva-lo ao mundo e não levar o mundo ao Espiritismo.

Cabe também aos dirigentes não deixar que volte a acontecer o que acontecia em passado próximo. Em reuniões mediúnicas de desobsessão, nas quais se comunicavam espíritos rebeldes, ferozes e o doutrinador em cinco minutos transformava-o em santo. Sabemos que não é assim. Empregamos todos os esforços em uma vida toda para domar nossos impulsos e só conseguimos um controle relativo. Assim também acontece com os espíritos rebeldes, não se curvam com poucas palavras em poucos minutos, é uma questão de mudança lenta.

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