Todos reclamam das pessoas culpando-as por seus problemas e sua infelicidade, mas, imagine se nesse exato momento todos os habitantes da Terra fossem transferidos para outros mundos ficando só você aqui na Terra como único morador, sendo você dono de todo o dinheiro, todo o ouro, todos os carros, caminhões, aviões, navios. Só você dono de tudo, todas lojas, supermercados, todos os prédios, casa, moveis e imóveis, só você dono de tudo. Feche os olhos por um momento e imagine como seria. Acabaria naquele exato momento a energia elétrica, todos os motores silenciariam, em pouco tempo acabaria todo o alimento, remédios, não teríamos mais os hospitais, médicos, pronto atendimento, não teria mais padarias, bares, transporte, postos de combustível e tudo o mais.
A primeira decisão a tomar seria reunir sementes de alimentos, ferramentas e se mudar às margens de um rio em terras produtivas e plantar para comer.
A cada minuto de nossa vida dependemos de milhares de pessoas, muitas delas não medem esforços desempenhando tarefas em que muitas vezes arriscam a própria vida, com um único propósito, levar o conforto e o bem estar aos seus semelhantes. É um privilégio compartilhar esta encarnação com criaturas desta envergadura.
A maioria das pessoas se considera pobre. Se uma mão mecânica que executa 25% dos movimentos da sua mão custa em torno de dez mil reais, quanto vale as suas mãos? Se uma perna mecânica também custa em torno de 20 mil reais, quanto vale as suas pernas? E seus olhos? Por quanto você venderia? Quanto vale seu coração, pulmões, rins, fígado? Por quanto você venderia? Faça as contas de quanto vale o seu corpo inteiro. Temos uma riqueza como esta e não damos o devido valor. Teríamos que agradecer a bênção da vida, a maravilhosa máquina que é o nosso corpo.
A água e o ar que respiramos são fontes de grande riqueza e não temos dado a eles o valor que merecem.
É necessário que haja concentração de riquezas, tanto as materiais quanto as naturais, para assegurar o progresso, desenvolver tecnologias e garantir empregos. Sem riquezas não haveria conforto em todos os sentidos.
Ser rico não é pecado, ser pobre não é virtude. Até as criaturas mais grotescas almejam condições de vida melhor para si. Nós somos um espírito, se na atual encarnação somos ricos ou pobres é apenas decorrente ao nosso grau de evolução, que dá condição de saber produzir, armazenar e administrar melhor.
Mas, a riqueza material é a mais dura das provas, cheia de fascinações e ilusões dá ao homem fantasias de um poder que na verdade ele não possui, propiciando a ele o risco de escorregar a cada momento. É difícil de ser vencida tanto quanto a prova da beleza física, do sexo e do poder.
O pobre quando tem amigos, é dele mesmo, o rico não sabe se é dele mesmo ou do dinheiro. Lembrando que o dinheiro não é de quem ganha, mas de quem sabe gastar e, ainda mais, ele não agüenta desaforo, exige respeito de quem o usa.
A vida é como uma roda gigante, tem altos e baixos. Não são só rosas, tem também espinhos. O importante não é vencer todos os dias, mas sim lutar sempre.
Nem sempre a riqueza é um privilégio. Em muitos casos ela pode ser uma forma de castigo, pois tira toda a liberdade da criatura que se torna escrava do dinheiro. Grande número de pessoas ricas tem carência afetiva, não sobra tempo para usufruir o que a riqueza pode trazer de bom.
Quando alguém precisar de um auxílio, de uma ajuda, nunca se deve contar com alguém que tem bastante tempo disponível, devemos sim procurar e contar com o apoio de alguém que é bastante ocupado, pois, aquela pessoa que é desocupada não irá assumir compromisso nenhum porque geralmente não está a fim de nada. Ao contrário, aquela pessoa ocupada utiliza todo o tempo disponível produtivamente, esta sim, irá conciliar as coisas e ainda encontra tempo para atender o apelo.
É imprescindível investir muito, mas, muito mesmo em nossa economia espiritual, riqueza esta que os ladrões não roubam e as traças não comem. E, ainda mais, irá nos acompanhar quando deixarmos essa vida.