6. Religiões

Se olharmos para traz veremos que a religião sempre foi uma força dominadora. Não resta dúvida, mas esta dominação se baseou na força, na imposição, sempre agredindo e invadindo o direito das pessoas decidirem por si mesmas o caminho que deveriam tomar.

Dogma é a morte do raciocínio, não permitindo a discussão em torno de uma idéia. Pessoas aceitam com inteira fé a primeira informação sobre algo que ignoram totalmente.

O homem tem procurado atalhos onde há caminhos, dá a volta na montanha que deveria escalar. Chegará o dia que deixará de haver religiões, apenas uma será necessária, verdadeira, grande, bela e digna do Senhor.

Estão surgindo homens com altíssimo nível de energia interna, pessoas com sensibilidade e poderes intuitivos para a salvação. Mas também estão surgindo farsantes que só pretendem obter lucros econômicos com o desespero alheio, estão fazendo das igrejas supermercados de fé, onde cada dia usam argumentos diferentes para tirar dinheiro das pessoas, são fanáticos que prejudicam-se e prejudicam os que estão próximos, mas cada um será seu próprio juiz. A igreja criou o céu e o inferno, o medo do pecado e as penas eternas.

Cabe a cada um raciocinar, analisar e sair do recinto fechado da religião,  e assim ver onde está a verdade e a má fé, discernir o que é certo ou errado, partindo do princípio de que Igreja é aquela que está a serviço dos homens e de Deus. A Igreja não tem a função de curar, mas orientar a controlar as emoções, aceitar as provas como recurso precioso à elevação espiritual, despertando em cada um a possibilidade de usar suas forças ocultas para vencer os desafios da vida, e, principalmente, a si mesmo.

Lembrar que acima de tudo temos que compreender o erro, sem participar, não atirar pedra. Não se destrói idéias com agressões, só se destrói idéias com outras idéias superiores.

O tempo que vamos gastar na defesa é o mesmo tempo que estaremos perdendo para o trabalho. Poderemos considerar como verdade ou principio divino aquilo que resiste ao tempo.

Jesus não criou religião, só indicou o caminho. Daí em diante surgiram as principais religiões apoiadas nos seus ensinamentos.

As verdades que vêm do alto estão espalhadas por todos os lados. Existem religiões para todos os gostos e todas as inteligências. Temos a obrigação de respeitar as religiões. São realizações da Sabedoria Divina trazendo o que a criatura pode assimilar. Cada um está na religião que precisa; católicos, espíritas, evangélicos e todos os outros devem estar unidos na causa do bem. O bem é bom, não importa o rótulo, o importante é buscar o conhecimento religioso sem misticismos. A verdadeira religião é aquela que mais faz homens de bem. Quando o camponês vai à cidade vender o trigo, não perguntarão por qual caminho veio, mas se o trigo é bom.

A sandália, por mais simples que seja, ameniza e protege os pés da agressão do solo rústico. Uma lente verde protege os olhos da claridade. Assim também uma convicção religiosa dá força para vencer os vícios, tentações e  provas. Ajuda a liberar as paixões e religa o homem a Deus que não quer saber a religião que se tem, mas sim como se comporta na religião que professa. Também não adianta ir a Igreja se não assumir o compromisso de melhorar-se.

Grandes lideres religiosos em quase todos os segmentos vêm empregando grandes esforços dando sua vida pela causa. Não é fácil abandonar-se a multidão para ir em busca da verdade. Mais difícil ainda é permanecer fiel quando a temos encontrado.

Último lugar para abandonar é a igreja, se estiver afastado volte, mas se não se enquadrar em nenhuma doutrina, não se preocupe. A grandeza da alma é uma condição espiritual desvinculada da religião. Há pessoas que não têm vínculo com religiões, mas cultuam sentimentos de religiosidade.

O lar é o primeiro estabelecimento religioso da Terra.

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