5. Mediunidade

Mediunidade é faculdade orgânica. Quem é portador precisa estudar e educar para canalizar e colher resultados positivos, para benefício de si mesmo e em prol das criaturas tanto encarnadas quanto desencarnadas.

Todos somos médiuns, somos médiuns ambulantes. Onde quer que estejamos somos uma antena paranormal recebendo e emitindo informações.

Muitas vezes aquele que recebe espíritos é menos médium do que aquele que é influenciado pelos espíritos o dia todo. Tem também aqueles que têm sensibilidades psíquicas mais acentuadas, existem médiuns de comunicação e inspiração.

A pessoa nasce médium, não fica médium. A casa espírita não tem a função de fabricar médiuns, mas sim, orientar e encaminhar ao estudo para definir a faculdade tornado-se um médium autêntico, que mereça credibilidade.

Muita gente tem rejeição pelo Espiritismo por conta de pseudo-médiuns desavisados que falam coisas que não condizem com a verdade e a Doutrina. Fenômeno mediúnico sem Doutrina Espírita não é Espiritismo.

Chico Xavier foi a maior antena paranormal do planeta nos últimos tempos, suas vibrações e sua aura se expandiam. Técnicos da NASA visitaram Chico com equipamentos sofisticados e detectaram que sua aura e vibrações se expandiam num raio de dez metros ao seu redor. Até então a maior aura detectada era da médium passista Olga Varral dos EUA, a qual era de seis metros de diâmetro. Vale lembrar que a aura normal de uma pessoa não passa de cerca de dois centímetros.

Aparecem nas casas espíritas pessoas que estão atravessando momentos críticos, separação de casais, graves problemas financeiros, pais de família desempregados, doenças graves, problemas familiares, etc.

Em todos esses casos, geralmente, a pessoa entra em uma confusão psíquica e mental total, nem sabe mais discernir certo e errado.

Quando em desespero ela procura a casa espírita em busca de socorro depois de relatar seus problemas, existem dirigentes desavisados que acabam complicando ainda mais a mente da pessoa. Dizem que a pessoa tem mediunidade, que precisa trabalhar, ou, ainda, afirmam que a pessoa está acompanhada por um obsessor.  Se já está difícil sozinha, imagine mal acompanhada?

Mediunidade não é doença, mas pode haver muita doença simulando mediunidade. Se não souber discipliná-la poderá tornar-se um problema físico e mental.

Em dias de reuniões mediúnicas o metabolismo do médium pode se alterar. Após o transe mediúnico o médium pode se sentir mal ao receber a comunicação de um espírito inferior. Neste caso, o protetor espiritual tem a função de trazer o bem estar para o médium.

Quando crianças de até 8 anos de idade demonstrarem ouvir vozes, ou terem visões de pessoas que já morreram, ou coisas assim, não se assustar, não negar e também não estimular. É natural nesta idade o espírito encarnado se lembrar ou ver episódios vividos em vidas passadas ou presenciados no Plano Espiritual antes de reencarnar.

Ser médium desenvolvido e ter um grande protetor é o que a maioria dos iniciantes na Doutrina desejam. Mas queremos ganhar esse dom sem luta, só para satisfazer o ego, para dizer: “Já sou médium desenvolvido”.

Quem não tem essa faculdade não deve lamentar, deve sim lutar para se desenvolver intelectual e moralmente. Isto sim é o que precisamos. Por isso será nosso o desenvolvimento moral, e não do nosso protetor. O destaque de um médium que tem um grande protetor espiritual irá embora simplesmente com o afastamento do espírito protetor.

Deixe um comentário