2. Os Espíritos

Os Espíritos são seres da Criação Divina, criados simples e ignorantes, todos estão a caminho da perfeição. O que se sabe é que cada espírito é individual, imaterial e imortal. Individual, pois um não se funde ao outro. Imaterial, pois sua essência é desconhecida, onde quer que esteja é um núcleo radiante de forças que criam e transformam. Imortal, pois são criados para o progresso e não morrem jamais.

Sua trajetória a caminho da evolução consiste em encarnar e desencarnar, ora estão no plano espiritual, ora nos mais diferentes mundos passando por provas e expiações, habitando diferentes corpos desde o mineral, vegetal, animal até o hominal. O espírito nunca regride. Como o rio caminha para o mar, os espíritos, infalivelmente desembocarão na perfeição, serão espíritos de luz.

Nós encarnados não temos um espírito somos um espírito. A dimensão encarnado ou desencarnado  não importa, somos sempre um espírito. Uma pessoa não é propriamente um corpo físico, mas o espírito ali encarnado em busca da evolução.

Quando Deus olha para os encarnados e desencarnados é o mesmo que para nós, quando estamos em uma sacada de um prédio olhando a rua lá embaixo. Vemos pessoas circulando dentro dos carros, e a pé sem os carros, não importa dentro do carro ou fora dele é sempre uma pessoa, assim também o espírito habitando um corpo ou sem o corpo é sempre um espírito.

Quando imaginamos o mundo espiritual pensamos em um lugar restrito, mas todo lugar é mundo dos espíritos, o planeta Terra, por exemplo, é um dos mundos dos Espíritos.

Quem tem medo dos Espíritos, tem que ter medo de si mesmo, pois, é um espírito também.

Os Espíritos evoluídos são aqueles que já conquistaram um maior número de virtudes e  esclarecimentos sobre os mecanismos da vida, já têm a liberdade de ir aonde quiserem, para eles não existem fronteiras, são como os pássaros no ar. Podem nos ver o momento em que acharem conveniente. Como um vidro espelhado eles nos vêem e nós não os vemos. Quando aparecem, frente às pessoas que tem maior sensibilidade, eles têm o poder de mudar sua auto-imagem, e de se apresentar com a aparência que acharem melhor naquele momento.

Os Espíritos inferiores, quando estão desencarnados, sem o corpo físico, tem sua liberdade restrita. Não vão aonde querem, quando se comunicam através dos médiuns alguns deles podem até utilizar nomes de pessoas que foram importantes para nos enganar. Adoram nos elogiar para que caiamos em suas armadilhas.

Quando desencarnados os Espíritos são divididos de acordo com a faixa vibratória e a condição evolutiva de cada um. Assim, adquirem conhecimentos. Mas para evoluírem de fato é necessário encarnar para por em pratica o que viram e aprenderam na espiritualidade. A Terra é um campo experimental, onde almas dedicadas ao bem alçam vôos à patamares mais altos. Enquanto espíritos únicos  viemos sozinhos e sozinhos partiremos. Marido, esposa e bens materiais são transitórios.

Os Espíritos cheios de vícios, após o processo do desencarne, não se transformam em santos. continuam exatamente como são. Temos relatos que muitos não estão gostando nada de morrer de mentirinha, pois sentem as mesmas sensações e anseios, sentem necessidade de bebida alcoólica, sexo, tabaco, carne e preferem morrer de verdade a ficar sentindo isto tudo.

Todos nós temos um espírito protetor, que nos acompanha nesta vida e alem desta, muitas vezes em inúmeras encarnações. Sugere-nos idéias, indica caminhos, mas nos dão a liberdade de fazer ou não fazer as coisas. Poderemos fazer uma simples comparação: se estivermos dirigindo um carro a 80 km/h ele estará sentado no banco ao nosso lado, se estivermos a 100 km/h ele estará do lado de fora da janela do carro. Se estivermos a 120 km/h, ele estará do lado de fora da cerca que margeia a estrada. Nunca abandona seu pupilo, basta sintonizá-lo através de seu pensamento e terá a inspiração almejada.

Quase todas as religiões exorcizam, expulsando os espíritos  infelizes, no entanto, a Doutrina Espírita se propõe a recebê-los e orientá-los como doentes, neles reconhecendo as próprias criaturas humanas desencarnadas em outra faixa de vibração.

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