Os filhos são convidados muito especiais, são portadores de estrutura e emoções próprias. Aos pais cabe amar os filhos sem aprisioná-los, orientar para a vida e para a realidade da sociedade, pois serão futuros pais também. Nunca dizer a criança que ela está errada. Sempre dizer: “Na minha opinião eu acho que assim é que está certo.”
Os pais não criam os filhos para si, mas para o mundo,eles vem através de nós e não de nós, todas as crianças são nossos filhos, o mundo todo é um templo. Se Deus deu a prova principalmente em relação ao filho é porque ele confia nos pais. Gostaríamos de ter filhos saudáveis, capazes, que soubessem valorizar a vida, mas, nem sempre é assim.
É preferível que os pais puxem as orelhas do filho do que a sociedade o faça. Quando os pais perdoam demais o juiz tem que punir. Não podemos deixá-los como animais no pasto, depois vêm lágrimas, desgostos, vergonhas e humilhações. Amar não é fazer o que ele quer, mas dizer não mil vezes, é dizer não gostei do que você fez, mas eu te amo muito.
Os filhos com alguma deficiência têm muito amor para dar. De que adianta ser inteligente, ágil e ser levado pelos vícios e drogas? A partir do momento em que o filho passe a ter comportamento natural da adolescência, passamos a amar menos. Temos dificuldade com os filhos porque esquecemos que fomos crianças e jovens também.
O compromisso dos pais é dar orientação espiritual aos filhos desde pequenos. Com tantas doenças e acidentes não sabemos até quando ele estará conosco, é difícil viver com a consciência acusando coisas que poderíamos ter feito e não nos preocupamos em fazer.
Lembre-se: pai não é aquele que coloca o filho no mundo e lhe dá alimentação e conforto material, mas sim aquele que o orienta e conduz ao bom caminho. Existem filhos órfãos de pais vivos e filhos amparados de pais mortos.
Ao ingressar o filho na escola os pais imaginam que o filho irá aprender tudo, mas ignoram que na escola só aprendem instrução e muito pouco educação. A maioria dos pais acha que a educação de seus filhos é compromisso dos professores, por essa razão, que nos deparamos com criaturas muito inteligentes com nível de instrução muito elevado, mas, ficamos chocados quando vemos que esta mesma criatura não tem educação nenhuma, seu comportamento até nos assusta.
Um pai caminhava com o filho em uma região lamacenta e escorregadia próximo a um despenhadeiro. O pai dava alguns passos e dizia “Cuidado, filho!, muito cuidado.”, dava mais alguns passos e voltava a dizer “Cuidado filho”, o filho se voltou ao pai e disse “Pai, não precisa se preocupar comigo, eu estou pisando exatamente no lugar em que você pisa”.
O saber vem de fora para dentro, a educação de dentro para fora. A escola instrui e o lar educa. Se a linguagem que as crianças ouvem é a da violência, como poderemos esperar que elas compreendam o amor? Devemos cuidar bem dos filhos, pois são sementes da vida. Mas, se depois de empregarmos todos os esforços o filho vier a seguir o mau caminho, não devemos sofrer porque ele irá aprender com seus próprios erros.
Educar, pois, dentro da concepção espírita, é não só oferecer os conhecimentos da Doutrina Espírita, como também envolver o educando dentro de uma atmosfera de responsabilidade, de respeito, de valorização das oportunidades recebidas, de trabalho construtivo e de integração consigo, com o próximo e com Deus.
Do ponto de vista espírita a educação não começa no berço nem termina no túmulo, mas, antecede o nascimento e sucede a morte do corpo físico.
Nenhum filho dá a vida ao pai, mas quase todo pai da vida ao filho. Somente os pais são capazes de doar todos seus órgãos aos filhos. Enquanto os pais tiverem um teto, os filhos terão também, mas nem sempre os filhos tendo teto os pais terão também. E, ainda, os pais se preocupam mais com os filhos com algum desvio de conduta.
Geralmente os pais reclamam da conduta dos filhos, mas existem muitos pais que são um transtorno para os filhos. Dão maus exemplos, comprometem os filhos fazendo dívidas em nome deles. O filho acaba se cansando, indo morar sozinho e, se for criança, acaba indo morar na rua.
Todos têm repúdio à violência e ao crime, contudo convivemos com um dos crimes mais bárbaros da face da Terra que é o aborto. A vítima é condenada e executada sem o menor direito de defesa. Quando surge a gravidez indesejada as partes se reúnem ao redor de uma mesa e planejam o crime, contratam um carrasco, o executor e com preço pré-determinado, em dia e hora pré-estabelecida é concretizado o crime. Aos olhos de Deus é um crime mil vezes mais grave que alguém que mata o outro com dez facadas num momento impensado. Neste caso não teve tempo de refletir, no caso do aborto, o plano espiritual se mobilizou pedindo clemência, a consciência acusou e mesmo assim a pessoa foi até o fim com seu intento. Tal crime gera muita dor, muitas lagrimas a todos que participaram ou incentivaram.
Neste caso evite o mal maior, coloque a criança a disposição para adoção que estará fazendo a felicidade de alguém.