Para ser espírita é preciso pensar, passar tudo pela razão. Tem que parar de ser espírita de ouvidos e olhos e ser de raciocínio. O verdadeiro espírita estuda suas próprias imperfeições e trabalha no intuito de combatê-las. Nunca está satisfeito com as conquistas alcançadas. Os convictos participantes jamais se iludem que ao desencarnar serão anjinhos no céu. Conhecem sua ignorância, sua cegueira, suas limitações e buscam suplantá-las.
Espírita deve ser aquela pessoa que fez uma opção consciente pela doutrina, que crê e sabe por que crê, que tem convicção verdadeira na vida futura e não apenas simples esperança. Que crê na reencarnação e a comunicação dos espíritos. É uma pessoa que se esforça para melhorar-se moralmente no convívio com os semelhantes.
Espírita não é quem freqüenta reuniões, mas quem se empenha em vencer a si mesmo, todos os dias procurando superar seus próprios limites.
Existem três categorias de espíritas: o que crê e nada faz, que se limita apenas a ser simpatizante; o que está sempre querendo confirmação; e, o que parte para a luta.
Kardec afirma: “reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más.”. Diz o Espírito Verdade: Espírita, amai-vos, este é o primeiro ensinamento; Instruí-vos, este é o segundo.”
Existem pessoas que entram na casa espírita, sentam, tomam passe e já se consideram espíritas. A doutrina é uma riqueza de conceitos e de informações sobre os mecanismos da vida, contudo, os próprios espíritas estão morrendo pobres de luz interior. Tempo perdido é como perder jóias todos os dias.
O poço mata a sede do viajante, mas não ensina o caminho. Assim, o livro na prateleira, ou aberto sobre a mesa ou estante, não pode fazer nada além de esperar a boa vontade do leitor.
Muitos passam pela doutrina espírita, não estudam e tiram suas conclusões de forma errada, assim, é pior do que não entender. Quem não entende poderá perguntar novamente, quem entende de forma errada julga conhecer aquilo que realmente não conhece.
Também há pessoas que freqüentam centro espírita há mais de 30 anos que não têm um só livro espírita em casa. Estão tentando enganar a si próprias e, tentando enganar a Deus, o que é impossível.
Não ter a pretensão que todos sejam espíritas, mas que todos conheçam o Espiritismo, que vivam as idéias espíritas. Para que isso aconteça devemos ser multiplicadores das idéias espíritas. E também, como é que vamos mostrar ao outro que o Espiritismo faz bem se não mostrarmos alegria. Nosso semblante tem que demonstrar a alegria que sentimos por sermos espíritas.
A maioria das pessoas que estuda a doutrina com seriedade acabam incorporando suas idéias. O Espiritismo começa em nossa vida onde termina as outras religiões, quando seus conceitos não atendem mais nossos anseios. O Espiritismo vem trazer respostas às quais não são sequer abordadas pelas outras religiões.
Muitos preferem dizer: “Ah! Você escolheu uma religião muito difícil, melhor é esperar que Jesus venha nos salvar.”.